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<title>MS W News - Sua fonte de notícias na cidade de Campo Grande</title>
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<description>MS News - Sua fonte de notícias na cidade de Campo Grande - MS</description>
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<title>Entidades denunciam agressões às mulheres que disputam cargos</title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/entidades-denunciam-agressoes-as-mulheres-que-disputam-cargos</link>
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<description>Relatório com dados do TSE mostra que em quatro anos os processos relacionados a esse tipo de crime aumentaram 11 vezes.</description>
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<media:description type="plain">© Marcelo Camargo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>As denúncias sobre violência política de gênero têm crescido, especialmente em ano de eleição. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que de 2022 a 2024 os processos relacionados a esse tipo de crime aumentaram 11 vezes. </p>

<p>Em Pernambuco, uma deputada estadual recebeu uma pedrada durante compromisso de campanha no interior do estado e foi parar no hospital. No Espírito Santo, um artefato explosivo foi lançado contra integrantes da campanha de uma candidata a deputada federal. Outra candidata, desta vez em Minas Gerais, recebeu ameaças de estupro na internet e teve dados de familiares expostos. No Rio de Janeiro, a ameaça foi de morte, inclusive com citação direta ao assassinato da ex-vereadora Marielle Franco.</p>

<p>Todas essas denúncias foram recebidas por movimentos sociais que, diante da gravidade dos relatos, redigiu um documento pedindo medidas do Estado para coibir as agressões. O relatório foi entregue ao TSE.</p>

<h2>Enfrentamento</h2>

<p>A coordenadora de Incidência Política da organização Terra de Direitos, Gisele Barbiere, diz que o enfrentamento à violência política de gênero passa pela responsabilização dos agressores.</p>


<p>“A impunidade, a falta de respostas para esses casos faz com que esses algozes se sintam mais encorajados a intimidar e violentar as mulheres dessa forma”, diz.</p>


<p>A cooperação com as plataformas digitais e campanhas de conscientização das próprias vítimas sobre o que é a violência política também são apontadas pelos movimentos sociais como estratégias para tentar conter a violência.</p>

<p>A coordenadora de Programas e Estratégia do Instituto Marielle Franco, Larissa Amorim, destaca que essa violência acaba atacando a própria democracia brasileira.</p>

<p>“Quando você expõe dados pessoais, ou quando você ameaça a família daquela parlamentar ou daquela gestora pública, isso ameaça, inclusive, o direito ao exercício do seu mandato, ou exercício da sua ocupação de carácter político. O que, por sua vez, ameaça o princípio de representação política. Então, é um problema da nossa democracia”, diz.</p>

<h2>Mulheres negras</h2>

<p>Uma pesquisa do Instituto Marielle Franco publicado em 2025 mostra que a violência política não atinge todas as mulheres da mesma forma. O estudo analisou 77 casos de violência política entre 2021 e 2025. O resultado mostrou que 87% das vítimas eram mulheres negras.</p>


<p>“O que a gente vê quando se trata dessa violência de gênero com esse recorte racial é uma violência muito mais perversa, porque ela sempre vai diretamente em críticas ao corpo, à aparência. São xingamentos comparando as mulheres a animais”, conta Barbieri.</p>


<p>Larissa Amorim destaca que, uma forma de ajudar a combater o problema é inserir a perspectiva de raça na lei 14.192/2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher.</p>

<p>“E por que isso é importante? Porque se ela (a lei) não traz uma dimensão racial na sua estrutura, essa certamente não é uma dimensão que será incorporada pelas políticas construídas a partir da lei. E é uma coisa que precisa ser feita pra gente qualificar a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento à violência política de gênero e raça. Porque as mulheres negras, as mulheres trans negras, inclusive, são alvo prioritário dessa violência”, diz.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Iara Balduíno - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 22:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Lei institui atendimento a vítimas de violência física e sexual </title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/lei-institui-atendimento-a-vitimas-de-violencia-fisica-e-sexual</link>
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<description>Legislação prevê que deve ser garantido encaminhamento da vítima para unidade de saúde</description>
<media:content url="https://www.mswnews.com.br/uploads/images/2026/09/lei-institui-atendimento-a-vitimas-de-violencia-fisica-e-sexual1790209026.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Marcelo Camargo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Foi sancionada nesta quarta-feira (23) lei que institui protocolo de atendimento a mulheres, crianças e pessoas vítimas de violência física e sexual.</p>

<p>Entre outros pontos, o protocolo determina que o primeiro atendimento à vítima de violência seja realizado por um profissional de segurança pública e que este deve garantir o encaminhamento imediato da vítima à unidade pública de saúde, assim como realizar o registro da ocorrência.</p>

<p>A iniciativa também determina o treinamento periódico para profissionais de saúde e de segurança pública envolvidos nos atendimentos.</p>

<p>O chamado Protocolo Intersetorial de Atendimento e Resposta Integrada em Situações de Violência, destinado a orientar a atuação das autoridades em casos de violências física e sexual contra mulheres, crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade. </p>

<p>A lei também determina realização de perícia por perito não oficial nomeado pela autoridade competente nas localidades em que não houver órgão de perícia oficial de natureza criminal.</p>

<p>Em relação aos profissionais de saúde e de segurança pública, o treinamento “específico e periódico” visa garantir atendimento baseado na não revitimização.</p>

<p>A Lei n° 15.516, de 22 de setembro de 2026 altera outra normativa, a Lei nº 12.845 de 1º de agosto de 2013, chamada de Lei do Minuto Seguinte e que assegurava às vítimas de violência sexual o atendimento imediato pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</p>

<p>Entre as medidas já previstas estavam amparos médico, psicológico e social, exames preventivos e informações sobre direitos e a obrigatoriedade de notificação a autoridade competente, no prazo de 24 horas, dos casos em que houver indícios ou confirmação de violência sexual, para as providências cabíveis e para fins estatísticos. </p>

<p>Entre outros pontos, o protocolo estabelecido pela nova legislação determina:</p>

<ul>
	<li>Atendimento médico imediato para avaliação do estado clínico e emocional;</li>
	<li>Informação à vítima sobre os seus direitos, incluindo o direito de acesso a atendimento médico e psicológico especializados, bem como a assistência social;</li>
	<li>Preservação, pelos profissionais de saúde, dos materiais e vestígios que possam ser coletados no exame médico-legal, e encaminhamento do material coletado ao órgão de perícia oficial de natureza criminal;</li>
	<li>Deslocamento do perito até a vítima, caso esta estiver impossibilitada de comparecer para a realização do exame de corpo de delito;</li>
	<li>As unidades policiais ou de saúde onde for realizado atendimento a vítimas de violência deverão contar com salas reservadas, destinadas ao acolhimento e atendimento multidisciplinar.</li>
</ul>

<p>Além disso, a lei determina que a a conclusão e encaminhamento do laudo pericial à autoridade policial devem ser feitos no prazo máximo de dez dias corridos. Outro ponto de destaque determina que as autoridades precisarão adotar todas as medidas necessárias para a preservação do local do crime e das provas materiais que possam contribuir para a investigação.</p>

<p>O Conselho Tutelar deverá ser comunicado, no caso de a vítima ser criança ou adolescente, e poderá, autorizar e adotar os procedimentos necessários, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990.</p>

<p>Nos casos de descumprimento do protocolo, que resultem em revitimização ou prejuízo à investigação ou à proteção da vítima, a autoridade poderá configurar o crime de violência institucional, nos termos da Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869, de 5 de setembro de 2019), sem prejuízo das demais sanções. </p>]]></content:encoded>
<category>Esportes</category>
<dc:creator>Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil </dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 21:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Anvisa alerta para venda irregular de tirzepatida em pó na internet </title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/anvisa-alerta-para-venda-irregular-de-tirzepatida-em-po-na-internet</link>
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<description>De acordo com a agência reguladora, o produto não passou por análise e oferece riscos de contaminação.</description>
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<media:description type="plain">© Valter Campanato/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta, nesta quarta-feira (23), sobre a oferta irregular nas redes sociais de tirzepatida em pó. A substância é um medicamento injetável que ativa o receptor de GLP-1, presente nas chamadas canetas emagrecedoras.  </p>
<p>No Brasil, a tirzepatida regulamentada pela Anvisa é vendida em farmácias, sendo o princípio ativo presente no Mounjaro. Também pode ser encontrada em farmácias de manipulação, desde que o paciente tenha indicação e prescrição médica. </p>
<p>O órgão alerta que não é seguro manipular e utilizar medicamentos que não foram produzidos em um ambiente estéril, ou seja, livre de microorganismos como bactérias e fungos. </p>
<h2>“Tutorial” </h2>
<p>De acordo com a nota, em vídeos em formato de tutorial nas redes sociais os usuários diluem o produto e ensinam a fazer a aplicação em casa sem qualquer cuidado sanitário. A agência ressalta que o comércio ilegal desse tipo de medicamento tem sido alvo de diversas ações policiais.  </p>
<p>A Anvisa ressalta que, como o produto não passou por nenhuma avaliação, não é possível comprovar nem mesmo se o princípio ativo da substância está presente.  </p>
<p>“Além disso, não é possível comprovar sua concentração, nem a presença de impurezas e agentes contaminantes”, diz a nota.  </p>
<h2>Riscos </h2>
<p>O órgão alerta que, quando uma substância é injetada no corpo, acessa o organismo diretamente e pode se transformar em uma infecção grave.  </p>
<p>“A crença de que misturar um produto em pó com água ou outra solução e aplicá-lo com uma seringa torna essa mistura segura oferece sérios riscos à saúde, especialmente quando não existe garantia de que o produto seja estéril”. </p>
<p>O órgão chama atenção para o fato de que os contaminantes podem ser invisíveis a olho nu e, o fato de que o produto pareça limpo e esteja lacrado, não significa que seja seguro.  </p>
<p>Há também o risco de contaminação no preparo, por se tratar de ambiente doméstico.  </p>
<p>“Por essas razões, apenas produtos fabricados especificamente para uso injetável, sob rígidos controles de qualidade e esterilidade, devem ser administrados por essa via”, recomenda a Anvisa </p>
<h2>Peptídeo </h2>
<p>A Anvisa informou que, além da tirzepatida em pó, perfis nas redes sociais também divulgam e indicam o uso do CBL-514, substância com suposto potencial de redução da gordura localizada. No entanto, o peptídeo sintético ainda está em fase 2 de estudo e não tem nem registro, nem autorização para venda. </p>
<p>Nessa fase, o produto ainda está sendo avaliado em ensaios clínicos para confirmar, ou não, sua segurança, eficácia e qualidade.  </p>
<p>“Nessas condições, não há garantias de que os benefícios esperados superem possíveis danos à saúde.”, afirma a agência.  </p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 20:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>TCU recomenda análise de alternativas à caducidade da Enel em SP</title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/tcu-recomenda-analise-de-alternativas-a-caducidade-da-enel-em-sp</link>
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<description>A diretoria da Aneel ainda decidirá se recomenda ou não a medida ao Ministério de Minas e Energia. A palavra final caberá ao governo federal.</description>
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<media:description type="plain">© Paulo Pinto/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou nesta quarta-feira (23) que o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estudem alternativas à caducidade da concessão da Enel São Paulo antes de uma eventual decisão pela extinção do contrato.</p>

<p>A recomendação determina que sejam avaliados os efeitos da medida para os consumidores e para o sistema de distribuição de energia. O processo foi relatado pelo ministro Augusto Nardes.</p>

<p>A caducidade é a forma mais severa de encerramento de uma concessão por descumprimento das obrigações contratuais. No caso da Enel, a decisão ainda depende da conclusão do processo na Aneel e, posteriormente, do Ministério de Minas e Energia.</p>

<h2>Análise dos impactos</h2>

<p>O TCU determinou que governo e Aneel façam uma “análise estruturada” antes de uma eventual caducidade. O estudo deverá considerar quais operadores poderiam assumir a concessão, o cronograma de transição, o custo de indenização dos bens reversíveis, o possível impacto nas tarifas e os riscos para o setor de distribuição.</p>

<p>Segundo o tribunal, deverá ser demonstrado, de forma fundamentada, que a caducidade produziria benefício líquido ao consumidor.</p>

<h2>Processo na Aneel</h2>

<p>A recomendação ocorre enquanto a Aneel analisa o processo que pode resultar na recomendação de caducidade da concessão da Enel São Paulo.</p>

<p>A diretoria da agência ainda decidirá se recomenda ou não a medida ao Ministério de Minas e Energia. A palavra final caberá ao governo federal.</p>

<p>A Enel contesta a conclusão da Aneel de que sua distribuidora paulista apresenta “falhas estruturais” na prestação dos serviços. A avaliação considera, entre outros fatores, o desempenho da empresa na recuperação do fornecimento após eventos climáticos extremos registrados em 2023, 2024 e 2025.</p>

<h2>Argumentos da Enel</h2>

<p>A recomendação do TCU está alinhada a um pedido apresentado pela própria Enel nas alegações finais do processo. A empresa defendeu que a Aneel avaliasse as consequências práticas de uma eventual extinção da concessão.</p>

<p>>> Enel apresenta alegações finais contra caducidade da concessão</p>

<p>Segundo a companhia, esses impactos ainda não teriam sido considerados de forma suficiente. O TCU agora determina uma avaliação que inclua efeitos sobre a continuidade do serviço, a transição operacional e as tarifas.</p>

<h2>Histórico inédito</h2>

<p>A eventual caducidade da Enel São Paulo seria inédita no setor elétrico brasileiro. A medida nunca foi aplicada a uma concessão de distribuição de energia no país.</p>

<p>Em casos anteriores, houve situações em que o poder público assumiu os serviços ou em que o operador decidiu vender a concessão. Uma eventual mudança no comando da Enel exigiria medidas para garantir a continuidade do fornecimento.</p>

<h2>Prazo de 60 dias</h2>

<p>O TCU também determinou que governo e Aneel apresentem, em até 60 dias, um cronograma detalhado das ações previstas para garantir a continuidade da distribuição de energia em São Paulo após o término do atual contrato da Enel, previsto para 2028.</p>

<p>O documento deverá indicar as medidas planejadas para a transição e para a manutenção do serviço.</p>

<h2>Renovação em suspenso</h2>

<p>A Enel havia pedido a renovação antecipada da concessão paulista, mas o processo está suspenso até a conclusão do procedimento de caducidade.</p>

<p>A decisão sobre o futuro da concessão dependerá das próximas etapas na Aneel e no Ministério de Minas e Energia, enquanto o TCU acompanha os possíveis impactos de uma eventual mudança de operador.</p>

<h2>Origem do processo</h2>

<p>A atuação do TCU começou em 2023, após representação do Ministério Público junto ao tribunal. O processo foi aberto para analisar as causas de um apagão ocorrido na área de concessão da Enel, na Grande São Paulo, e acompanhar as medidas adotadas pelo governo federal.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 20:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Comunidade científica alerta para risco de interferência nas eleições</title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/comunidade-cientifica-alerta-para-risco-de-interferencia-nas-eleicoes</link>
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<description>O temor expressado pelas entidades é de haver uma interferência de tal modo que afete “a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a livre formação de vontade dos eleitores”.</description>
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<media:description type="plain">© Paulo Pinto/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestaram preocupação com a possibilidade de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, mais notadamente por parte dos Estados Unidos.</p>

<p>O temor expressado pelas entidades é de haver uma interferência de tal modo que afete “a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a livre formação de vontade dos eleitores”.</p>

<p>O texto divulgado enfatiza a necessidade de independência e autonomia do brasileiro para fazer suas escolhas políticas.</p>


<p>“A escolha dos governantes brasileiros pertence exclusivamente ao povo brasileiro. Nenhum Estado, governo, poder econômico ou ator externo deve buscar condicionar essa decisão, seja por pressões políticas ou econômicas, seja pela manipulação do ambiente informacional ou pelo uso indevido de tecnologias e plataformas digitais”, dizem as entidades.</p>


<p>No fim de agosto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elaborou um relatório em que aponta risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano. O documento reservado alerta ainda para uma tendência de escalada da pressão estadunidense sobre o Brasil.</p>

<p>A ABC e a SBPC pediram mobilização das instituições da República, bem como da comunidade científica e acadêmica e da sociedade civil, em prol de uma eleição livre de ingerência internacional.</p>

<p>“Cabe a todos contribuir, em suas respectivas responsabilidades, para um ambiente público baseado em informação confiável, respeito às instituições, liberdade de escolha e rejeição a qualquer tentativa de interferência externa na vontade soberana da população brasileira.”</p>

<p>As entidades também apoiaram o gesto do Instituto Vladimir Herzog, que levou às Nações Unidas uma carta chamando atenção para os riscos de interferência estadunidense nas eleições brasileiras e pedindo o rápido reconhecimento internacional do resultado, independente do vencedor.</p>

<p>Em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também abordou o assunto. Ele defendeu a soberania dos países e citou tentativas de influência estrangeira sobre processos políticos nacionais, sobretudo na América Latina e no Caribe.</p>

<p>“Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais com recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, disse, ao citar contextos recentes registrados na Venezuela, na Nicarágua, no Haiti e em Cuba.</p>

<p>As eleições estão marcadas para o dia 4 de outubro. Nesse dia, os eleitores votarão em candidatos para os cargos de deputado estadual/distrital, deputado federal, senador, governador e presidente da República.</p>

<p>Confira na íntegra a nota da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC):</p>

<p>Soberania e democracia: o Brasil decide seu futuro</p>

<p>A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestam preocupação diante dos alertas sobre possíveis interferências externas no processo eleitoral brasileiro de 2026, em particular dos alertas sobre eventuais pressões provenientes dos Estados Unidos que possam afetar a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a livre formação da vontade dos eleitores.</p>

<p>ABC e SBPC consideram relevante, nesse contexto, a iniciativa do Instituto Vladimir Herzog de levar às Nações Unidas preocupações relacionadas a possíveis ingerências no processo eleitoral brasileiro e de solicitar atenção internacional à defesa da soberania, do princípio da não intervenção e do respeito ao resultado oficialmente proclamado pela Justiça Eleitoral, independentemente de quem seja o vencedor.</p>

<p>A escolha dos governantes brasileiros pertence exclusivamente ao povo brasileiro. Nenhum Estado, governo, poder econômico ou ator externo deve buscar condicionar essa decisão, seja por pressões políticas ou econômicas, seja pela manipulação do ambiente informacional ou pelo uso indevido de tecnologias e plataformas digitais.</p>

<p>Em um mundo marcado pela circulação transnacional de informações, dados e tecnologias, a proteção da democracia exige atenção também às novas formas de interferência. Eventuais ações dessa natureza devem ser identificadas e apuradas com base em evidências, transparência e respeito ao Estado Democrático de Direito.</p>

<p>A defesa da democracia também diz respeito à comunidade científica. Ela depende do acesso ao conhecimento, da liberdade de pensamento, da integridade da informação e da possibilidade de que cidadãs e cidadãos formem suas convicções sem manipulações ou condicionamentos indevidos. Soberania política, soberania científica e soberania digital são dimensões cada vez mais interdependentes da capacidade de uma nação decidir seu próprio futuro.</p>

<p>ABC e SBPC conclamam as instituições da República, a comunidade científica e acadêmica, as organizações da sociedade civil, os meios de comunicação, as plataformas digitais e toda a sociedade brasileira a permanecerem vigilantes na defesa da integridade do processo democrático. Cabe a todos contribuir, em suas respectivas responsabilidades, para um ambiente público baseado em informação confiável, respeito às instituições, liberdade de escolha e rejeição a qualquer tentativa de interferência externa na vontade soberana da população brasileira.</p>

<p>ABC e SBPC reafirmam, portanto, princípios que não pertencem a qualquer candidatura, partido ou governo: a soberania nacional e a autodeterminação; eleições livres e íntegras; a não intervenção externa; o respeito à Constituição e às instituições democráticas; a integridade do ambiente informacional; e o reconhecimento do resultado oficialmente proclamado pela Justiça Eleitoral, qualquer que seja a escolha soberana das urnas.</p>

<p>Defender a democracia brasileira é defender o direito do Brasil de decidir, livremente e sem interferências externas, o seu futuro.</p>

<p>Rio de Janeiro, São Paulo, 21 de setembro de 2026.</p>

<p>HELENA BONCIANI NADER
Presidente da ABC</p>

<p>FRANCILENE PROCÓPIO GARCIA
Presidente da SBPC
 </p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 18:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>CNJ cancela R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Master</title>
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<description>O caso dos precatórios bilionários do Master veio à tona após uma reportagem do portal Metrópoles revelar a existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o Master e escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do TRF1.</description>
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<media:description type="plain">© Rovena Rosa/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, determinou nesta quarta-feira (23) o cancelamento de precatórios de usinas do setor sucroalcooleiro que negociaram os créditos com o Banco Master. Os títulos são avaliados em R$ 4,7 bilhões. </p>
<p>A medida foi motivada por uma ação da Advocacia-Geral da União (AGU) para cancelar decisões do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília, que determinaram o depósito do valor de 16 precatórios em uma conta judicial, sem o trânsito em julgado dos processos que reconheceram a dívida da União.</p>
<p>Na decisão, Benedito Gonçalves afirmou que o CNJ já determinou o cancelamento e o pagamento de diversos precatórios expedidos sem o trânsito em julgado pelos tribunais regionais federais.</p>
<p>"Mais de um ano depois da ordem de cancelamento, esses requisitórios continuam registrados como precatórios bloqueados, com R$ 4,7 bilhões mantidos em contas judiciais", afirmou o corregedor.</p>
<p>O caso dos precatórios bilionários do Master veio à tona após uma reportagem do portal Metrópoles revelar a existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o Master e escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do TRF1. O valor seria pago em caso de sucesso nas causas referentes ao setor sucroalcooleiro.</p>
<p>O contrato foi encontrado pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. </p>
<p>Em nota divulgada à imprensa, o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos declarou que possui contrato formal com o Master para atuar nos processos que envolvem precatórios, mas não recebeu qualquer pagamento "a título de pró-labore ou de êxito".</p>
<p>"O escritório esclarece também que a taxa de êxito acordada com o banco para atuação nos casos de processos envolvendo precatórios foi de 5%, patamar inferior ao previsto no CPC e no estatuto da OAB", completou. </p>
<p>O acesso da PF ao celular de Vorcaro também revelou que assessores do ex-banqueiro citaram que a advogada e o desembargador seriam da "Turma do KN", em referência ao ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). </p>
<p>Após a divulgação das conversas, o ministro declarou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem autorizou ninguém a falar em seu nome.  </p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>André Richter - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 18:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Nova lei aumenta penas para furto, roubo e receptação de combustível</title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/nova-lei-aumenta-penas-para-furto-roubo-e-receptacao-de-combustivel</link>
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<description>Informações: Agência Câmara Notícias</description>
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<media:description type="plain">Foto: José Cruz/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-887238" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="887238">
<div class="midia-creditos">José Cruz/Agência Brasil</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Objetivo é conter avanço de facções criminosas sobre as distribuidoras</div>
</div>
<p>Foi sancionada a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2026/lei-15517-22-setembro-2026-800012-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 15.517/26</a>, que tipifica e endurece as penas para os crimes de furto e roubo de petróleo, combustíveis e derivados no Brasil. No caso do furto, a pena será de reclusão de 4 a 10 anos, a mesma para casos em que são usados explosivos em qualquer outro tipo de furto.</p>
<p>De acordo com o deputado Juninho do Pneu (PSDB-RJ), autor do <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1195749-CAMARA-APROVA-PROJETO-QUE-AUMENTA-PENAS-PARA-FURTO,-ROUBO-E-RECEPTACAO-DE-COMBUSTIVEL">PL 1482/19</a>, que deu origem à lei, o objetivo é conter a escalada de perfurações clandestinas e o avanço de facções criminosas sobre o mercado de distribuição de combustíveis.</p>
<p>Segundo a lei, a pena será aumentada em 1/3 se o crime for praticado por duas ou mais pessoas, com abuso de confiança, valendo-se de vínculo atual ou passado (ex-empregado, por exemplo) com a empresa prejudicada ou se o criminoso for ocupante de cargo, emprego ou função pública.</p>
<p>O aumento valerá ainda se a extração do produto depender da destruição ou rompimento de obstáculo para acessar o combustível.</p>
<p>O aumento da pena será de 2/3 quando houver suspensão ou a paralisação das atividades do estabelecimento, incêndio, poluição efetiva ou potencial ao meio ambiente e desabastecimento por consequência do crime cometido.</p>
<p>Roubo</p>
<p>Em relação ao roubo, cuja pena padrão já é de 4 a 10 anos e multa, o projeto prevê o aumento de 1/3 a 1/2 para o roubo de combustíveis. O aumento de 2/3 será para os mesmos casos citados no furto.</p>
<p>Em ambos os crimes (furto e roubo), a caracterização engloba a subtração de petróleo e derivados, gás natural e suas frações recuperáveis, álcool etílico hidratado carburante e demais combustíveis líquidos carburantes, biocombustíveis e óleos lubrificantes.</p>
<p>A subtração pode ser de estabelecimentos de produção ou de qualquer instalação de armazenamento e de transporte de combustíveis, incluindo dutos e unidades de transporte em qualquer modal.</p>
<p>Ordem econômica</p>
<p>Dois novos crimes contra a ordem econômica são incluídos na <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1991/lei-8176-8-fevereiro-1991-363881-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 8.176/91</a> mirando os receptadores desses produtos quando souberem ser produto de crime ou presumir que o sejam.</p>
<p>Assim, está sujeito a reclusão de 3 a 8 anos e multa quem receber, transportar, armazenar ou vender esses combustíveis. Para efeito legal, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em residência, será equiparado à atividade comercial.</p>
<p>O crime é punível ainda que o autor do roubo ou furto seja desconhecido ou isento de pena.</p>
<p>Cargo público</p>
<p>Quanto ao empregado ou servidor público, o projeto prevê como efeito da condenação a perda do cargo, da função ou do emprego público, com a inabilitação para o seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.</p>
<p>Será autorizada ainda a venda antecipada do bem apreendido para preservação do valor sempre que estiver sujeito a qualquer grau de deterioração ou depreciação ou quando houver dificuldade para sua manutenção.</p>
<p>Riscos de contaminação</p>
<p>O relator do projeto na Câmara, deputado Ricardo Abrão (PSDB-RJ), afirmou que a prática oferece riscos como contaminação ambiental, de corpos d'água, desabastecimento de centros urbanos, interrupção do fornecimento de combustíveis e até mortes. "Práticas ilícitas nessa seara são capazes de distorcer o mercado e criar graves riscos à incolumidade pública", disse.</p>
<p>Segundo Abrão, o furto de combustíveis é uma operação extremamente perigosa devido às altas pressões envolvidas e às propriedades químicas dos produtos (inflamáveis, tóxicos e explosivos). "Essas subtrações são realizadas de forma amadora, o que eleva o potencial de risco da ação, expondo as comunidades próximas a possíveis explosões e mortes, o meio ambiente aos impactos decorrentes de vazamentos e a sociedade consumidora ao desabastecimento", declarou.</p>
<p>Veto</p>
<p>O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, vetou o trecho que previa o aumento de 2/3 da pena em caso de lesão corporal ou morte. Alckmin argumentou que o dispositivo poderia criar uma regra penal menos adequada do que a já existente no Código Penal para casos de roubo que resultam em morte.</p>
]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Agência Câmara Notícias</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 17:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Maior colégio eleitoral do país, SP terá mais de 114 mil urnas </title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/maior-colegio-eleitoral-do-pais-sp-tera-mais-de-114-mil-urnas</link>
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<description>Preparação dos equipamentos foi iniciada. Após essa etapa, urnas são lacradas e só funcionam no dia do primeiro turno, 4 de outubro. </description>
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<media:description type="plain">© Paulo Pinto/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 114,5 mil urnas eletrônicas do estado de São Paulo começaram nesta quarta-feira (23) a ser preparadas para o primeiro turno das eleições deste ano, que será realizado no dia 4 de outubro.</p>

<p>Somente na capital paulista, mais de 28 mil máquinas serão utilizadas.</p>

<p>Uma cerimônia pública, realizada na primeira zona eleitoral da capital paulista, marcou o início da preparação, quando cada urna passa a receber as informações oficiais das eleições, como os dados do eleitorado, as seções eleitorais e as candidaturas.</p>

<p>Na primeira zona eleitoral, por exemplo, há 449 seções eleitorais, e serão preparadas 505 urnas eletrônicas. As urnas a mais são necessárias para uma situação emergencial, para substituição de algum equipamento com problema durante a votação.</p>

<p>"O tribunal estabeleceu para que isso [preparação] seja feito até a antevéspera da eleição, no dia 2 de outubro, sexta-feira”, explicou Erick Viana, chefe de cartório da primeira zona eleitoral de São Paulo.</p>

<h2>Preparação das urnas</h2>

<p>O processo de preparação das urnas têm início com a geração das mídias que contém os sistemas eleitorais e dados do eleitorado e das candidaturas.</p>

<p>As mídias são dispositivos semelhantes a pen drives, em que são gravadas as informações necessárias para o funcionamento das urnas.</p>

<p>Na sequência, os dados das mídias são inseridos nas máquinas correspondentes a cada seção eleitoral.</p>

<p>Nessa etapa, as urnas também passam por um teste de funcionamento, sendo posteriormente lacradas para a votação.</p>

<p>“Cada urna chega nos cartórios eleitorais vazias, sem dados. E agora começamos a inserir esses dados”, disse Viana. “Após essa etapa, fazemos uma verificação por amostragem da integridade dos sistemas e as urnas são então lacradas e preparadas para o dia da votação”, afirmou.</p>

<h2>>> Veja as etapas: </h2>

<ul>
	<li>Urnas lacradas são identificadas por município, local de votação e seção eleitoral.</li>
	<li>Depois, são armazenadas em caixas devidamente lacradas e assinadas pelas autoridades presentes, como os juízes eleitorais, promotores e representantes de partidos e coligações.</li>
	<li>É feita a auditoria por amostragem, que garante a segurança, a transparência e a confiabilidade do sistema eletrônico no país.</li>
	<li>Urnas serão distribuídas para os locais de votação na véspera das eleições.</li>
</ul>

<p>Todo o processo de preparação da urna, segundo Viana, respeita protocolos e procedimentos rigorosos de segurança.</p>

<p>“Historicamente, tem-se provado que as urnas são extremamente seguras. Não houve comprovações de fraude em toda a história de funcionamento das urnas eletrônicas”.</p>

<p>Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), não é possível utilizar os equipamentos antes de 4 de outubro, porque os sistemas são programados para iniciar o funcionamento durante o dia e horário da votação.</p>

<h2>Segurança</h2>

<p>Em entrevista à imprensa, o presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, destacou a segurança do sistema eleitoral do Brasil.</p>

<p>“Podemos reiterar que as urnas eletrônicas são seguras. O voto dado é o voto computado”, disse.</p>

<p>“O protagonista das eleições, que é o eleitor ou eleitora, pode votar com toda a segurança e serenidade porque todas as providências estão sendo tomadas pela Justiça Eleitoral para que, mais uma vez, haja segurança e confiança da sociedade [no sistema eleitoral do país]”.</p>

<h2>Primeiro turno</h2>

<p>No dia 4 de outubro, os eleitores vão escolher os candidatos para presidente da República, governador, senadores (duas vagas), deputado federal e deputado estadual ou distrital.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 17:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Por unanimidade, STF iguala tempo de licenças-maternidade e adotante</title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/por-unanimidade-stf-iguala-tempo-de-licencas-maternidade-e-adotante</link>
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<description>Pelo entendimento firmado pela Corte, mães genitoras e adotantes têm direito às licenças remuneradas de 120 dias, que podem ser prorrogadas por mais 60 dias, independentemente do tipo de vínculo trabalhista.</description>
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<media:description type="plain">© Arquivo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (23) unificar os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. </p>

<p>Por unanimidade, os ministros julgaram procedente uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para igualar o tempo dos benefícios.</p>

<p>Pelo entendimento firmado pela Corte, mães genitoras e adotantes têm direito às licenças remuneradas de 120 dias, que podem ser prorrogadas por mais 60 dias, independentemente do tipo de vínculo trabalhista.</p>

<p>O prazo deve ser contado a partir do parto ou obtenção da guarda. Nos casos de internação da mãe, o prazo vale a partir da alta da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último.</p>

<p>Conforme a decisão, a nova regra vale para licenças futuras e para as que estão em andamento.</p>

<h2>Entenda</h2>

<p>A ação julgada pela Corte foi protocolada pela PGR em outubro de 2023 e pretendeu estender o tempo das licenças-maternidade e adotante previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regra da iniciativa privada, para as outras categorias, como as servidoras públicas, que são regidas pela Lei 8.112/1990.</p>

<p>Pela CLT, as mães biológicas e adotantes têm direito a 120 dias de licença, prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias em empresas que participaram do Programa Empresa Cidadã. Já as servidoras gestantes também podem tirar 120 dias, mas as adotantes só têm direito a 90. No caso do Ministério Público, a licença adotante cai para 30 dias.</p>

<p>Para PGR, o tratamento desigual em relação ao regime de contratação da mulher é inconstitucional.</p>

<h2>Julgamento</h2>

<p>O julgamento da ação começou na última quarta-feira (16), quando o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, proferiu o seu voto. </p>

<p>No entendimento do ministro, as licenças têm objetivo de criar vínculo afetivos entre mães e filhos e não podem possuir prazos diferenciados.</p>

<p>Em seguida, os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam o relator.</p>

<p>Na sessão de hoje, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes proferiram seus votos, e o julgamento foi encerrado. </p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>André Richter - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 17:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>40% das mulheres já renunciaram a empregos por dificuldade de acesso</title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/40-das-mulheres-ja-renunciaram-a-empregos-por-dificuldade-de-acesso</link>
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<description>Estudo mostra falta de segurança e custos como fatores que dificultam os deslocamentos delas.</description>
<media:content url="https://www.mswnews.com.br/uploads/images/2026/09/40-das-mulheres-ja-renunciaram-a-empregos-por-dificuldade-de-acesso1790191028.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, quatro em cada dez mulheres (39%) já abriram mão de uma vaga de emprego ou oportunidade profissional em virtude de dificuldades de deslocamento. Os fatores desfavoráveis são falta de segurança, custo com os quais teriam de arcar para cobrir o serviço, tempo e território, conforme aponta a pesquisa O Direito de Ir, Vir e Viver, da Indique, consultoria de diversidade e inclusão racial, em parceria com a organização feminista Think Eva e a 99.</p>

<p>Mais da metade (54%) também deixou de comparecer a um compromisso de trabalho ou recusou um convite desse tipo pelos mesmos motivos. E um quinto (21%) já desistiu de fazer alguma capacitação, incluindo faculdade.</p>

<p>As mulheres, reforça o estudo, abdicam o tempo todo não somente de experiências e conquistas no âmbito ocupacional ou educacional, mas no social e no de bem-estar. Oito em cada dez (80%) faltaram a encontros, eventos ou atividades, sendo que um terço renunciou a atividades físicas ou de lazer (33%) e a visitas a familiares e amigos (32%) e o dobro (69%) a sair à noite.</p>

<p>Entrevistas feitas com 564 mulheres de diferentes idades, classes e regiões do país mostraram que a insegurança ou violência é o principal impedimento, indicado por 32% delas. A falta de dinheiro (22%) figura em segundo lugar, seguida pela precariedade do transporte público (15%), que não atende devidamente, e a distância dos lugares onde precisam ir (14%). </p>

<p>A sensação de insegurança faz com que a maioria evite certos bairros ou regiões da cidade (87%) e planeje horários (73%). Também para se proteger, 63% já evitaram algum meio de transporte e 60% fizeram outro caminho até o destino. </p>

<p>Para uma das mulheres que respondeu a pesquisa, a aprovação em uma graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) não pôde ser considerada de fato uma vitória. Ela relatou não ter sido possível cursá-la porque não chegaria a tempo ao campus, já que parou de usar ônibus após ter sido assaltada diversas vezes.</p>

<p>Outro aspecto relevante é a preocupação com o assédio sexual. O levantamento constatou que 89% relatam ter sido vítimas em pelo menos um tipo de veículo, com predominância de ônibus (68,8%), deslocamentos a pé (60,8%) e de metrô ou trem (50,2%). A bicicleta e a moto por aplicativo aparecem como os que as deixam menos vulneráveis, mas são citadas, ainda assim, por 6,6% e 4,1% das participantes.</p>

<h2>Automóveis</h2>

<p>Os carros por aplicativo são opção recorrente de oito em cada dez mulheres ouvidas na pesquisa (80%). Apesar de custarem mais caro para 67% das entrevistadas de periferias e áreas com desfalques estruturais e de transporte.</p>

<p>No total, 68% das entrevistadas declararam não ter veículo próprio e 52% gastam mais de uma hora por dia em deslocamento. Quase metade (45%) avalia como piores as condições de mobilidade de seus endereços, na comparação com o centro da cidade, e 33% classifica o transporte público de seu respectivo bairro como ruim ou péssimo.

Outra conclusão é a de que, de fato, a renda define o quanto de acesso elas têm a determinados modais. Oito em cada dez (80,3%) mulheres de baixa renda usam ônibus regularmente, contra 52,1% entre as de alta renda. O carro próprio, por outro lado, é usado regularmente por 40,6% destas, contra apenas 8,3% das mulheres de baixa renda.</p>

<h2>Mulheres como cuidadoras</h2>

<p>Uma das tarefas atribuídas historicamente às mulheres, o cuidado também estabelece certas rotinas adotadas por elas. Segundo o estudo, 54% das entrevistadas afirmam que exercem esse tipo de trabalho sozinhas, ante 38% que dizem dividi-lo com outras pessoas. </p>

<p>Tais dados explicam por que o trajeto de muitas mulheres não se limita à casa-trabalho e vice-versa, incluindo paradas no meio do caminho. As que planejam sozinhas os percursos relacionados ao cuidado, como escola, idas a consultas médicas e farmácias e compras são 43%, sendo que 44% escolhem o veículo que vão utilizar com base nessas responsabilidades.</p>

<p>Os carros por aplicativo são acionados por 53% quando transportam dependentes, sejam eles filhos, idosos ou pessoas com deficiência.</p>

<h2>Sobre a coleta de dados</h2>

<p>A etapa quantitativa foi feita entre 8 de junho e 9 de julho de 2026, com 564 mulheres entre 18 e 60 anos, com foco nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Manaus e Belém, além de outras 73 cidades brasileiras.</p>

<p>As organizações também colheram contribuições de especialistas ligadas a temas como planejamento urbano, direito à cidade, mobilidade feminina, desigualdades territoriais, periferias e mobilidade ativa.</p>]]></content:encoded>
<category>Esportes</category>
<dc:creator>Letycia Treitero Kawada - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 16:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Fux manda Senado informar registros sobre Vorcaro e esposa de Moraes</title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/fux-manda-senado-informar-registros-sobre-vorcaro-e-esposa-de-moraes</link>
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<description>Processo pede dados sobre entrada e saída na Casa. O caso chegou ao Supremo por meio de uma ação protocolada pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo). </description>
<media:content url="https://www.mswnews.com.br/uploads/images/2026/09/fux-manda-senado-informar-registros-sobre-vorcaro-e-esposa-de-moraes1790191026.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Gustavo Moreno/STF</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de dez dias para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se manifestar sobre o pedido de acesso a eventuais registros de entrada e saída da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no Senado. </p>

<p>Fux é o relator do mandado de segurança no qual o vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) pede que a Corte obrigue o Senado a fornecer eventuais registros de entrada e saída de Viviane, Vorcaro e outros citados.</p>

<p>Segundo o parlamentar, os pedidos de acesso aos dados foram negados pela Casa por envolver "informações de caráter pessoal". </p>

<p>Na decisão, Fux entendeu que o caso não “vislumbra violação da intimidade ou de informações pessoais” e determinou que a Advocacia do Senado se manifeste sobre a questão.</p>

<p>Além de Viviane e Vorcaro, o vereador quer acesso a eventuais registros de entrada do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas dependências da Casa.</p>

<p>Fux foi sorteado relator do mandado após Alexandre de Moraes se declarar impedido de julgar o caso.</p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>André Richter - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 16:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Saiba como dar entrada em inventário extrajudicial</title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/saiba-como-dar-entrada-em-inventario-extrajudicial</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.mswnews.com.br/noticia/saiba-como-dar-entrada-em-inventario-extrajudicial</guid>
<description>Se houver consenso entre os herdeiros e com a documentação organizada, o procedimento pode ser conduzido com maior agilidade e menor desgaste para as famílias.</description>
<media:content url="https://www.mswnews.com.br/uploads/images/2026/09/saiba-como-dar-entrada-em-inventario-extrajudicial1790187423.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Arquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A morte de um ente querido é um momento de dor, adaptação e reorganização da vida familiar. Em meio ao luto, os familiares também precisam lidar com questões práticas, como documentos, patrimônio, eventuais dívidas e a própria organização da sucessão.</p>

<p>O inventário extrajudicial, realizado por escritura pública em cartório, pode ser uma alternativa mais célere e menos burocrática quando estão presentes os requisitos legais. Se houver consenso entre os herdeiros e com a documentação organizada, o procedimento pode ser conduzido com maior agilidade e menor desgaste para as famílias.</p>

<p>Segundo a presidente da Comissão de Advocacia Extrajudicial em Cartórios (CAEC) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ), Vanessa Suhett, é importante lembrar que cada sucessão tem suas particularidades. A composição da família, o regime de bens, a existência de testamento, a natureza e a situação do patrimônio e até mesmo a presença de eventuais dívidas podem alterar a forma como o inventário deverá ser conduzido.</p>

<p>“Por isso, a análise individualizada, com orientação jurídica adequada e sensibilidade para o momento vivido pelos herdeiros, é fundamental”.</p>



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    </div><div class="dnd-caption-wrapper">
Vanessa Suhett, presidente da Comissão da Advocacia Extrajudicial em Cartórios da OAB-RJ. Foto: Vanessa Suhett/ Arquivo Pessoal
</div></div>

<h2>Por onde começar?</h2>

<p>De acordo com a advogada, o primeiro passo é procurar um advogado ou um defensor público para analisar a situação familiar e patrimonial. É importante verificar o estado civil e o regime de bens do falecido, identificar os sucessores, levantar o patrimônio e as eventuais dívidas e verificar se existe testamento.</p>

<p>Também é necessário analisar a situação documental dos bens, especialmente dos imóveis, e identificar as obrigações tributárias relacionadas à transmissão.</p>


<p>“Por isso, o primeiro passo não deve ser simplesmente 'ir ao cartório'. É importante fazer uma análise jurídica prévia, para verificar se aquela sucessão pode ser resolvida pela via extrajudicial e quais providências serão necessárias”, afirmou Vanessa.</p>


<p>Ela também destaca que é importante verificar a existência de testamento. Atualmente, a regulamentação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) admite, em determinadas circunstâncias, a realização de inventário e partilha extrajudiciais mesmo quando existe testamento, desde que sejam observados os requisitos previstos na Resolução CNJ nº 35/2007.</p>

<h2>Documentação</h2>

<p>A tabeliã do 21º Ofício do Rio de Janeiro e professora de pós-graduação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Vanele Falcão explica que, em seguida, a família escolhe um cartório de notas e apresenta a documentação. De modo geral, são solicitados:</p>

<ul>
	<li>certidão de óbito;</li>
	<li>RG e CPF da pessoa falecida, do cônjuge ou companheiro e dos herdeiros;</li>
	<li>certidões de nascimento ou casamento atualizadas;</li>
	<li>pacto antenupcial, quando houver;</li>
	<li>documentos que comprovem a união estável, se for o caso;</li>
	<li>certidão que informe a existência ou não de testamento;</li>
	<li>documentos dos imóveis, como matrícula atualizada, escritura, dados do IPTU ou do imóvel rural;</li>
	<li>documentos de veículos;</li>
	<li>extratos bancários e de investimentos;</li>
	<li>documentos de empresas, quotas sociais e outros bens;</li>
	<li>informações sobre dívidas e obrigações deixadas pelo falecido;</li>
	<li>documentos exigidos para calcular e recolher o imposto sobre a herança, o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).</li>
</ul>

<p>Segundo a tabeliã, a lista de documentos pode variar de acordo com o patrimônio, o estado da federação e as normas locais. Por isso, é recomendável fazer uma consulta prévia ao cartório de notas. A equipe poderá conferir os documentos e indicar o que ainda precisa ser providenciado.</p>



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    </div><div class="dnd-caption-wrapper">
Vanele Falcão, Tabeliã do 21º Ofício do RJ, ex-juíza do TJ/RJ e professora da UERJ. Foto: Vanele Falcão/ Arquivo Pessoal
</div></div>

<p>Depois da conferência, o cartório prepara a minuta da escritura pública de inventário e partilha. O texto é analisado pelos herdeiros e pelo advogado. Se estiver tudo correto, a escritura é assinada, presencialmente ou, quando atendidos os requisitos, de forma eletrônica pela plataforma e-Notariado.</p>

<p>De acordo com Vanele Falcão, a escritura encerra o inventário, mas ainda é necessário levá-la aos órgãos responsáveis por cada bem.</p>

<p>No caso de imóveis, a escritura deve ser apresentada ao Cartório de Registro de Imóveis; veículos precisam ser transferidos no órgão de trânsito; e valores depositados ou investidos são liberados pelas instituições financeiras.</p>

<p>“A escritura é o documento que permite efetivar essas transferências”, disse a tabeliã.</p>

<h2>Menor ou incapaz</h2>

<p>Vanessa Suhett destaca que o inventário extrajudicial pressupõe consenso entre os interessados quanto à partilha. No entanto, diz ela, isso não significa que a existência de um menor ou incapaz impeça, por si só, a realização do inventário em cartório.</p>

<p>A Resolução CNJ nº 571/2024 admite, em determinadas condições, a realização do inventário extrajudicial mesmo com a participação de menor ou incapaz.</p>

<p>“Entre os requisitos, está a atribuição do quinhão hereditário ou da meação em parte ideal de cada bem inventariado, além da manifestação favorável do Ministério Público. A norma também estabelece restrições à disposição dos bens ou direitos que pertençam ao menor ou incapaz”, afirmou a presidente da CAEC da OAB/RJ.</p>

<p>O procedimento deve observar também as regras da Corregedoria-Geral de Justiça do estado em que o ato será realizado.</p>

<p>“O ponto central é garantir que os direitos do menor ou incapaz sejam integralmente preservados e que a partilha não resulte em prejuízo aos seus interesses”, disse Vanessa.</p>

<h2>Pagamento do ITCMD</h2>

<p>A Resolução CNJ nº 695/2026 alterou o art. 15 da Resolução CNJ nº 35/2007 e passou a estabelecer que a lavratura da escritura pública de inventário e partilha não está condicionada à comprovação do prévio pagamento do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD).</p>

<p>“É importante destacar que estamos diante de uma alteração muito recente, cuja aplicação prática ainda precisa ser acompanhada. Isso porque o ITCMD é um tributo de competência dos estados e do Distrito Federal, e a legislação tributária de cada ente continua disciplinando questões como alíquotas, prazos, isenções, hipóteses de não incidência e demais obrigações fiscais”, disse a advogada.</p>

<p>O fato de o pagamento prévio do ITCMD não ser mais exigido como condição para a lavratura da escritura não significa que o imposto deixou de ser devido ou que a família esteja dispensada de pagá-lo. A obrigação tributária permanece e deve ser apurada e recolhida de acordo com a legislação estadual ou distrital aplicável.</p>

<p>“A própria Resolução CNJ nº 695/2026 determina que as partes sejam orientadas quanto à obrigação tributária e que, caso o imposto não tenha sido previamente recolhido, o tabelião comunique a lavratura da escritura ao Fisco, no prazo de cinco dias ou conforme dispuser a legislação tributária”, completa Vanessa Suhett.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Flagrante por drogas gera mais prisão preventiva do que outros crimes</title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/flagrante-por-drogas-gera-mais-prisao-preventiva-do-que-outros-crimes</link>
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<description>Seis em cada dez pessoas (60%) flagradas com entorpecentes tiveram a prisão preventiva decretada, resultado superior à média de 37,5% de flagrantes por outros crimes.</description>
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<media:description type="plain">© Paulo Pinto/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>As prisões em flagrante por crimes relacionados a drogas resultam em prisões provisórias mais frequentemente do que os flagrantes de outros delitos. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). </p>

<p>Seis em cada dez pessoas (60%) flagradas com entorpecentes tiveram a prisão preventiva decretada após serem apresentadas pela autoridade policial ao juiz responsável pela audiência de custódia, segundo dados do boletim Audiências de Custódia de Crimes Relacionados a Drogas, ao qual a Agência Brasil teve acesso em primeira mão.</p>

<p>O resultado é bastante superior à média de 37,5% de prisões em flagrante por crimes não relacionados às drogas igualmente convertidas em prisão preventiva, no mesmo período (2024/2025).</p>

<p>Segundo os autores do boletim, os dados evidenciam o peso da política criminal de drogas no encarceramento provisório.</p>


<p>“Essa discrepância suscita reflexões sobre a própria efetividade da audiência de custódia como mecanismo de contenção do encarceramento provisório nos casos especificamente relacionados a drogas”, aponta o boletim.</p>


<p>Os autores também destacam que embora, em tese, “os crimes relacionados a drogas demandem investigações mais complexas”, 97% das audiências de custódia realizadas entre 2024 e 2025 por este tipo de ilícito foram motivadas por prisões em flagrante. Enquanto para todos os outros crimes, os flagras responderam por 74% das audiências de apresentação ao juiz.</p>

<p>“As prisões relacionadas a esses crimes ocorrem quase integralmente por flagrante”, acrescentam os autores do estudo. “São, portanto, predominantemente derivadas de abordagens ostensivas, concentradas no varejo e nos elos mais vulneráveis da cadeia do tráfico de drogas.”</p>

<h2>Liberdade provisória</h2>

<p>A decretação judicial de prisão preventiva supera a concessão de liberdade provisória e de relaxamento de prisão tanto nos casos de flagrantes envolvendo drogas, quanto nos de outros tipos de crimes. Nos casos envolvendo exclusivamente drogas, os dados indicam que essa diferença vem caindo - em 2019, era de 43 pontos percentuais, em 2025, 23 pontos percentuais.</p>

<p>“Prevalecem as prisões preventivas, embora se observe uma tendência consistente de crescimento das decisões por liberdade provisória”, apontam os autores do boletim, destacando que a redução da diferença pode estar relacionada tanto a mudanças institucionais e políticas voltadas à redução do encarceramento quanto a alterações no perfil dos registros produzidos a partir de 2024, quando o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (Bnmp) substituiu o antigo Sistema de Informações de Audiências de Custódia (Sistac).</p>

<p>“São necessários aprofundamentos e estudos adicionais para compreender se essas mudanças decorrem de alterações no perfil das decisões dos juízes, possivelmente influenciadas por políticas públicas que visam a uma maior utilização de medidas diversas de prisão e à redução da superpopulação carcerária, ou se também há influência de outros fatores relacionados ao registro das informações”, ponderam os autores.</p>

<p>Outro fator que pode ter influenciado a redução da diferença entre as decisões de liberdade provisória e de prisão preventiva foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do porte de maconha para uso pessoal. A decisão, proferida em junho de 2024, definiu que o porte de até 40 gramas de cannabis para consumo pessoal não configura crime, mas infração administrativa, desde que não existam outros indícios concretos de venda ou tráfico (como indícios de acondicionamento da droga para venda, presença de balança de precisão, anotações etc., bem como outros aspectos relativos ao contexto da apreensão).</p>

<h2>Raça e gênero</h2>

<p>O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) implantou as audiências de custódia em 2015. Os principais objetivos da iniciativa eram garantir o efetivo cumprimento do processo legal e, ao mesmo tempo, reduzir o número de prisões provisórias em casos de prisões em flagrante.</p>

<p>A estratégia rapidamente se consolidou como uma política de alcance nacional, integrando-se aos esforços de transformação digital do Poder Judiciário. De janeiro de 2019, quando todas as unidades federativas passaram a registrar seus dados no sistema, a dezembro de 2025, foram realizadas cerca de 2,5 milhões de audiências de custódia.</p>

<p>Desse total, 609.477 foram motivadas por prisões em flagrantes relacionados às drogas – principalmente, ao tráfico (associação, colaboração e outros delitos ligados ao comércio) representam quase a totalidade desses casos, enquanto os registros de porte para uso pessoal permanecem residuais.</p>

<p>Desigualdades de gênero e de raça/cor também aparecem de forma marcante. A proporção de mulheres nas audiências de custódia relacionadas a drogas é substancialmente superior à presença feminina observada nas demais audiências. Já a análise racial evidencia um quadro persistente de sobrerrepresentação da população negra nas audiências relacionadas a drogas.</p>

<p>“Os dados indicam que a política criminal de drogas continua operando de maneira profundamente desigual do ponto de vista racial”, sustentam os autores do boletim, destacando que a grande quantidade de registros sem informação acerca da raça/cor dificulta o dimensionamento do problema.</p>

<h2>Abusos</h2>

<p>A modalidade de audiência influencia também os resultados judiciais. Tanto nas audiências de custódia em geral quanto nas relacionadas a drogas, as que ocorrem com a pessoa detida presente fisicamente apresentam maior proporção de decisões por liberdade provisória em comparação às audiências virtuais.</p>

<p>Nos casos relacionados a drogas, a diferença é ainda maior: 39% das audiências presenciais resultaram em liberdade provisória, contra 32% das audiências virtuais.</p>

<p>Outro aspecto que os autores do boletim destacam é a necessidade de futuros estudos que aprofundem a análise de denúncias sobre a ocorrência de tortura e maus-tratos em audiências de custódia relacionadas a prisões em flagrante envolvendo drogas.</p>

<p>“Considerando a recorrência de denúncias de violência policial nesse contexto, torna-se especialmente importante examinar, de forma mais detalhada, a relação entre alegações de violência no momento da prisão, os registros realizados durante as audiências e os desfechos processuais, em particular as decisões de relaxamento da prisão”, destaca o relatório da pesquisa.</p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>Alex Rodrigues -  Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 14:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Em 30 anos, obesidade triplica no país e atinge 1/4 da população</title>
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<description>Somando-se todos os casos de excesso de peso, que incluem sobrepeso e obesidade, a prevalência no país subiu de 40,3%, em 1990, para 66,8%, em 2023. Ou seja, dois em três brasileiros estavam acima do peso normal para a altura.</description>
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<media:description type="plain">© Fernando Frazão/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo publicado neste mês no site da revista Lancet mostra que a prevalência de obesidade no país em adultos mais do que triplicou no período de 1990 a 2023. A pesquisa é parte da série de estudos Carga Global de Doenças (GBD, do inglês Global Burden Disease) e mostra que, entre os adultos com 25 anos ou mais de idade, a prevalência passou de 7,8% para 27,7% no período de três décadas.</p>

<p>O Brasil foi o país que apresentou maior crescimento entre os 17 países latino-americanos pesquisados.</p>

<p>Somando-se todos os casos de excesso de peso, que incluem sobrepeso e obesidade, a prevalência no país subiu de 40,3%, em 1990, para 66,8%, em 2023. Ou seja, dois em três brasileiros estavam acima do peso normal para a altura.</p>

<p>Junto com a Colômbia, o Brasil foi a nação com maior crescimento na parcela da população com excesso de peso (69%), na América Latina, região que teve um aumento médio de 47% no período.</p>

<p>O sobrepeso e a obesidade são calculados com base em um índice de massa corporal (IMC) que considera a relação entre peso e altura. O sobrepeso é o degrau logo acima do peso normal, ou seja, quando o IMC se situa entre 25,00 e 29,99. Já a obesidade é um degrau acima do sobrepeso, quando o IMC é de 30,00 ou mais.</p>

<h2>Mudança de hábitos</h2>

<p>Segundo a pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Deborah Carvalho Malta, que participou da elaboração do estudo, esse aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade é reflexo da mudança nos hábitos, como alimentação e a prática de exercícios físicos.</p>

<p>De acordo com ela, nas últimas décadas, o Brasil vem passando por uma transição nutricional, com dois resultados antagônicos, com redução dos níveis de desnutrição e piora na qualidade da alimentação. </p>


<p>“Houve melhoras das condições reais de vida, de acesso a alimentos, de melhora da merenda escolar, com muitas políticas importantes de proteção social, incluindo o Bolsa Família, com uma melhora real também do salário mínimo. Então, isso faz com que a desnutrição seja cada vez mais um problema residual”, afirma Deborah.</p>


<p>Por outro lado, houve também uma piora na qualidade dos alimentos consumidos pela população como um todo.</p>


<p>“A gente tem visto uma substituição dos alimentos saudáveis pelos alimentos não saudáveis, como os ultraprocessados. Porque são mais baratos, tem um marketing muito grande da indústria, são alimentos palatáveis, com altos teores de gordura, de açúcar e de sódio, mas com um sabor que as crianças e os adultos gostam. E são de fácil preparo, é só abrir a caixinha”, ressalta a pesquisadora.</p>


<p>Ela explica, por exemplo, que estudos têm mostrado a queda no consumo do feijão, leguminosa considerada uma importante fonte de proteínas, fibras, vitaminas e minerais, como ferro, cálcio, magnésio, potássio e fósforo.</p>

<p>De acordo com a pesquisadora, é preciso haver políticas de estímulo à alimentação saudável, como o aumento da taxação sobre produtos ultraprocessados (como refrigerantes) e a redução de impostos sobre alimentos saudáveis, como carnes, frutas, verduras, hortaliças, arroz e feijão. “Isso vai fazer muita diferença na mesa do brasileiro, especialmente o brasileiro de renda mais baixa”.</p>

<p>Segundo Deborah, é importante também estimular o aleitamento materno até os dois anos de idade e garantir a oferta de alimentos saudáveis na merenda escolar.</p>

<h2>Sedentarismo</h2>

<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered">
            
        
    </div><div class="dnd-caption-wrapper">
<div class="meta">Sedentarismo cresceu entre a população adulta - José Cruz/Agência Brasil</div>
</div></div>

<p>Outro fenômeno apontado pela pesquisadora é o aumento do sedentarismo da população, que se exercita menos e está mais exposta a telas de celulares, computadores e televisão.</p>


<p>“Essa combinação, da dieta com a atividade física, ela é muito determinante do aumento do excesso de peso. E é uma combinação ocidental, onde você piora sua alimentação e se torna mais sedentário”.</p>


<p>Ela destaca que é importante reverter o excesso de peso, com a oferta de alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, ainda na infância.</p>

<p>“É muito mais difícil você reverter uma obesidade adquirida na infância. Então, essa criança [obesa] tem também uma predisposição muito maior não só para ter obesidade na vida adulta, como também doenças crônicas não transmissíveis. Então, é muito importante a gente ter uma atenção especial para a obesidade na infância”, alerta Deborah.</p>

<p>A pesquisadora, que é médica pediatra e doutora em saúde coletiva, destaca que o excesso de peso está ligado ao desenvolvimento de diversas enfermidades crônicas, como doenças cardiovasculares, renais, osteomusculares e vários tipos de câncer. Além disso, há um efeito psicológico na autoestima da pessoa.</p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 14:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Anac muda regras em caso de atrasos e cancelamentos de voos</title>
<link>https://www.mswnews.com.br/noticia/anac-muda-regras-em-caso-de-atrasos-e-cancelamentos-de-voos</link>
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<description>Companhias devem avisar passageiros por canais digitais após conhecimento do problema. Informações devem incluir previsão de partida do voo, opções de reacomodação.</description>
<media:content url="https://www.mswnews.com.br/uploads/images/2026/09/anac-muda-regras-em-caso-de-atrasos-e-cancelamentos-de-voos1790176638.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou mudanças nas regras do transporte aéreo de passageiros que ampliam as obrigações das companhias aéreas de informar clientes sobre atrasos, cancelamentos e interrupções de voos. As alterações entram em vigor 30 dias após a publicação da resolução no Diário Oficial da União.</p>

<p>Entre as principais novidades, as empresas deverão informar, no momento da compra da passagem, que a operação aérea pode sofrer mudanças por motivos como condições meteorológicas e exigências de segurança.</p>

<p>Em situações de atraso, cancelamento ou interrupção do serviço, as companhias terão de avisar os passageiros por canais digitais assim que tomarem conhecimento do problema. </p>

<p>As informações devem incluir a previsão de partida do voo, as opções de reacomodação e a forma de acesso à assistência material.</p>

<h2>Alimentação, hospedagem e transporte</h2>

<p>A assistência aos passageiros continua obrigatória. Após duas horas de espera, a empresa deverá oferecer alimentação. Em casos que exijam pernoite após quatro horas de atraso, a companhia terá de fornecer hospedagem e transporte de ida e volta ao local de acomodação.</p>

<p>A atualização também esclarece, na própria resolução, as regras sobre a responsabilidade das empresas aéreas por danos causados por atrasos, cancelamentos, interrupções do serviço ou preterição de embarque.</p>

<h2>Comprovantes e reembolso</h2>

<p>Outra mudança permite que, em situações excepcionais, como falta de infraestrutura aeroportuária ou indisponibilidade de fornecedores locais, a assistência material seja prestada por meio de reembolso. Nesse caso, o passageiro deverá guardar os comprovantes das despesas com alimentação, transporte e hospedagem, que deverão ser ressarcidas pela companhia em até sete dias.</p>

<p>A Anac também poderá definir, temporariamente, formas alternativas de cumprimento da assistência material em eventos que provoquem impactos generalizados na operação aérea, sem afastar a obrigação de atendimento aos passageiros.</p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator>Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Waldeli Santana</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 12:16:00 -0300</pubDate>
</item>
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